quarta-feira, dezembro 31, 2008

Feliz Ano Novo

Desejo a todos os meus alunos e seus familiares um Ano Novo cheio de bençãos, paz e muita alegria, já estou com saudades de vocês, mas saibam que estarei torcendo sempre por todos .
O blog estará de férias no mês de janeiro, retornando só em fevereiro com novas postagens, novos alunos e com a professora renovada...
Beijos...

domingo, novembro 02, 2008

O pássaro sem cor

Trabalhamos em sala a história "O pássaro sem cor" de Luís Norberto Pascoal,
primeiro a leitura, roda de conversa sobre a lição que a história transmite, a reprodução e por último os alunos transformaram em quadrinhos a história. Os trabalhos ficaram uma graça, hoje estou colocando um dos trabalhos da 4ª série , em outra oportunidade colocarei de um aluno da outra 4ª .

Este trabalho é da aluna Luiza W....e não foi nada fácil escolher só uma para colocar...


"Aprendemos com a história que quando pensamos em fazer o bem e ajudamos as pessoas nos tornamos pássaros coloridos e que na verdade ninguém é um pássaro sem cor, acredite em você, ganhe a cada dia uma nova cor...e se tornem lindos pássaros coloridos..."

Beijos Profª Luciana

sábado, outubro 18, 2008

PARA GOSTAR DE LER...APÓLOGO

Um Apólogo



Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:

— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo?

— Deixe-me, senhora.

— Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.

— Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.

— Mas você é orgulhosa.

— Decerto que sou.

— Mas por quê?

— É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?

— Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu e muito eu?

— Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...

— Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás obedecendo ao que eu faço e mando...

— Também os batedores vão adiante do imperador.

— Você é imperador?

— Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...

Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:

— Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima...

A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.

Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha para mofar da agulha, perguntou-lhe:

— Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá.

Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha:

— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico.

Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:

— Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!

Machado de Assis

sábado, setembro 13, 2008

Mais um pouquinho de Cecília Meireles (Livro Ou isto ou aquilo - Cecília Meireles)

ENCHENTE

CHAMA O ALEXANDRE!
CHAMA!

OLHA A CHUVA QUE CHEGA!
É A ENCHENTE.
OLHA O CHÃO QUE FOGE COM A CHUVA…

OLHA A CHUVA QUE ENCHARCA A GENTE.
PÕE A CHAVE NA FECHADURA.
FECHA A PORTA POR CAUSA DA CHUVA,
OLHA A RUA COMO SE ENCHE!

ENQUANTO CHOVE, BOTA A CHALEIRA
NO FOGO: OLHA A CHAMA! OLHA A CHISPA!
OLHA A CHUVA NOS FEIXES DE LENHA!

VAMOS TOMAR CHÁ, POIS A CHUVA
É TANTA QUE NEM DE GALOCHA
SE PODE ANDAR NA RUA CHEIA!

CHAMA O ALEXANDRE!
CHAMA!

sábado, setembro 06, 2008

Para gostar de ler...

OU ISTO OU AQUILO

OU SE TEM CHUVA E NÃO SE TEM SOL,
OU SE TEM SOL E NÃO SE TEM CHUVA!
OU SE CALÇA A LUVA E NÃO SE PÕE O ANEL,
OU SE PÕE O ANEL E NÃO SE CALÇA A LUVA!
QUEM SOBE NOS ARES NÃO FICA NO CHÃO,
QUEM FICA NO CHÃO NÃO SOBE NOS ARES,
É UMA GRANDE PENA QUE NÃO SE POSSA
ESTAR AO MESMO TEMPO NOS DOIS LUGARES!
OU GUARDO O DINHEIRO E NÃO COMPRO O DOCE,
OU COMPRO O DOCE E GASTO O DINHEIRO.
OU ISTO OU AQUILO: OU ISTO OU AQUILO…
E VIVO ESCOLHENDO O DIA INTEIRO!
NÃO SEI SE BRINCO, NÃO SEI SE ESTUDO,
SE SAIO CORRENDO OU FICO TRANQÜILO.
MAS NÃO CONSEGUI ENTENDER AINDA
QUAL É MELHOR: SE É ISTO OU AQUILO.

Cecília Meireles

segunda-feira, setembro 01, 2008

Massa de Modelar

Esse trabalho foi realizado pelos alunos das 4ª séries da Profª Luciana e da Profª Darlene . Aqui estão apenas uma parte dos trabalhos, mas todos ficaram uma graça

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sábado, junho 14, 2008

Sejam bem-vindos ao meu blog!

"Quero que o meu blog seja um espaço de troca entre as pessoas que acreditam na força da educação, como ferramenta de transformação."

PARCEIROS